ANASO e MINSA preocupados com os atrasos na aprovação da Política Nacional sobre Saúde Comunitária

A ANASO foi recebida em audiência, ontem, 21 de maio, pelo Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Pinto de Sousa. O “apadrinhamento da ANASO” para tornar-se uma Instituição de Utilidade Pública; a Política Nacional sobre Saúde Comunitária; A Renovação da Lei 8/04, lei sobre o VIH, foram os temas chaves durante o diálogo.

O Presidente da ANASO, António Coelho recorreu ao MINSA nesta quinta-feira 21, para solicitar o “apadrinhamento da ANASO” para tornar-se uma Instituição de Utilidade Pública, um pedido que já leva mais de duas décadas. Sobre a Política Nacional sobre Saúde Comunitária, o Secretário de Estado referiu que o MINSA não vai abrir mão desta política, e faz de tudo para que ainda este ano ela seja aprovada.

Pinto de Sousa reconheceu ainda que o MINSA tem tido algumas dificuldades, justamente devido ao atraso desta Política, que é a grande moeda de troca que os doadores exigem. “Porque existe de facto financiamento para apoiar o país.” afirmou.

Durante o diálogo, o Gabinete Jurídico do MINSA concluiu que a  Lei 8/04 já foi aprovada na generalidade e agora vai para a especialidade na Assembleia Nacional.

Temos um projecto denominado “Minha camba” que trabalha com meninas dos 12 aos 14 anos.

A ONG Cuidados da Infância, membro da ANASO, está a fazer sensibilização e formar adolescentes em matérias relacionadas a Saúde Sexual e Reprodutiva, onde as mesmas vão sensibilizar outras adolescentes.

Elas também identificam meninas abusadas sexualmente e gravidez precoce, que precisam de acompanhamento, principalmente a crianças Vivendo com o VIH.

A grande preocupação da CI é que este é um projecto Piloto que tem o apoio da UNICEF, mas o mesmo não apresenta uma sustentabilidade sólida quando o projecto terminar.

As pessoas trans preferem não ir aos hospitais devido ao grande aumento sobre a discriminação.

No caso da Associação Íris-Angola, a maior preocupação é o acréscimo de novas infecções por VIH particularmente nas mulheres trans e HSH. “Aqui em Luanda ainda estamos a discutir para ter acesso a preservativo! É bastante preocupante devido à escassez de preservativo no país.” Lamentou o Presidente da Associação.

Sobre o estigma das pessoas trans, a ÍRIS solicita que o modelo positivo de atendimento no Centro de Saúde do Rangel, em Luanda, seja replicado em outras Unidades Sanitárias para reduzir a taxa de infecção e mortalidade desta população vulnerável.